Mitocôndrias, ATP e energia celular: a parte da fotobiomodulação que “cai na prova”
Se você entende respiração celular com clareza, você entende o coração da PBM (em linguagem científica). Aqui vai um mapa completo, objetivo e com questões-treino.
1) Respiração celular: o caminho da energia
A célula converte energia química em ATP usando um conjunto clássico de etapas:
- Glicólise (citoplasma): glicose → piruvato (+ ATP, + NADH)
- Formação de acetil-CoA: piruvato → acetil-CoA (mitocôndria)
- Ciclo de Krebs (matriz mitocondrial): gera NADH e FADH₂
- Cadeia transportadora de elétrons (membrana interna): Complexos I, II, III e IV
- Quimiosmose + ATP sintase: gradiente de H⁺ → ATP
✅ Tradução de prova: a mitocôndria é o “motor” do ATP. Qualquer questão de metabolismo energético gira em torno de NADH/FADH₂, cadeia respiratória e ATP sintase.
2) Onde a fotobiomodulação entra nessa história?
Em PBM, um dos alvos discutidos é a citocromo c oxidase (Complexo IV), ligada ao fluxo de elétrons e ao funcionamento eficiente da cadeia respiratória. Na prática, a ideia científica é: melhor sinalização + suporte energético em certas condições e doses.
Para entender a Física por trás do “por que vermelho e infravermelho”, leia: Post 4 — Física da luz vermelha e NIR.
Questões que conectam com PBM (treino real)
Aqui a ponte é direta: ATP, cadeia respiratória, glicólise e fotossíntese. Se você entende esses processos, entende por que a fotobiomodulação faz sentido na biologia.
✅ FIP — Código B0561 (Fosforilação oxidativa)
Fosforilação oxidativa é uma sequência de reações determinada pela:
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Gabarito: A
A fosforilação oxidativa é o “final” da respiração celular:
a energia da cadeia transportadora de elétrons (Complexos I, III e IV)
cria um gradiente de H⁺ na membrana interna mitocondrial, e esse gradiente alimenta a
ATP sintase — que converte ADP + Pi → ATP.
Conexão com PBM:
parte do efeito da PBM é descrito como aumento de eficiência mitocondrial,
especialmente envolvendo a citocromo c oxidase (Complexo IV).
✅ FIP — Código B0542 (Glicólise anaeróbica)
Com relação à glicólise, assinale a alternativa correta em relação à glicólise anaeróbica:
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Gabarito: D
A glicólise acontece no citoplasma e sempre quebra a glicose até gerar piruvato.
O termo “anaeróbica” entra no passo seguinte: sem O₂ suficiente, o organismo precisa
regenerar NAD⁺ e por isso converte piruvato em lactato (fermentação láctica).
Armadilha clássica:
achar que “anaeróbico” muda o local da glicólise.
Não muda: continua no citoplasma, com baixo rendimento energético.
✅ UNICAMP — Código B4076 (Fotossíntese: doador e aceptor final de elétrons)
Na transformação de energia luminosa em energia química pelas plantas, há uma série de reações de redução e oxidação.
Na atividade fotoquímica, o oxigênio é produzido, assim como moléculas essenciais para manutenção do metabolismo celular, como ATP e NADPH.
O doador primário e o aceptor final de elétrons são, respectivamente:
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Gabarito: C
O doador primário de elétrons na fotossíntese é a água,
que é quebrada no fotossistema II (fotólise), liberando O₂.
O aceptor final do fluxo de elétrons é o NADP⁺,
que ao receber elétrons vira NADPH (poder redutor).
Observação técnica:
a alternativa usa “NADPH”, mas o aceptor é o NADP⁺. O produto final é NADPH — por isso o item espera C.
Continuar a série:
➜ Quer entender a lógica por trás de “frequência” e comprimento de onda? Veja o Post de Física (PBM e ondas).
➜ Para ver a linha do tempo completa (Egito → Nobel → NASA → LEDs), veja o Post de História da terapia com luz.
🔥 Dica de vestibular: em provas de Medicina, “cadeia transportadora de elétrons” aparece tanto em mitocôndria (respiração celular) quanto em tilacoides (fotossíntese). É o mesmo raciocínio: elétrons, gradiente e produção de moléculas energéticas.